Sobre a semana
A Semana da Matemática da Ufla está na sua quinta edição. É um evento de caráter regional, organizado
pelos professores do DMM, do DFM e pelo Centro Acadêmico de Matemática,
que visa divulgar a matemática realizada na UFLA e de outras instituições convidadas,
por meio de várias atividades que envolvam ensino, pesquisa e extensão. Devido a pandemia da Covid-19, o evento
será realizado VIRTUALMENTE.
O público alvo são estudantes da Licenciatura em Matemática, professores da ensino superior e rede básica de ensino.
O evento ocorrerá entre os dias 25 e 29 de Outubro de 2021 .
Inscrições/Submissão de Trabalhos
Para inscrever-se no evento basta clicar no botão Inscrição logo abaixo.
As incrições estão encerradas.
Os estudantes que desejam apresentar trabalho (formato oral) deverão submeter
um resumo, usando o modelo doc ou
tex,
para o endereço de e-mail semanadamatematicaufla@gmail.com até o dia 20
de Setembro de 2021. No campo Assunto do e-mail deverá constar:
Aprestação Oral – Nome completo do/a Participante – Instituição em que estuda.
Podem ser submetidos trabalhos nas áreas de Matemática, Matemática Aplicada e Educação de Matemática.
Os trabalhos aceitos serão divulgados nesta página e também pelo e-mail utilizado para submissão
até o dia 30 de Setembro de 2021.
PROGRAMAÇÃO E LINKS PARA AS PALESTRAS
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Palestra 1: Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino - UEL
Título: Comunicação matemática na sala de aula: práticas e desafios
Considerando a importância da comunicação matemática para a produção de
significados e para a dinâmica de uma aula de matemática, apresentaremos nessa
palestra a comunicação matemática como capacidade transversal à aprendizagem e
como uma orientação metodológica. O desenvolvimento da capacidade de
comunicação matemática dos alunos envolve não só a ação de expressar suas ideais,
mas também interpretar e compreender as ideias que lhes são apresentadas (pelos
colegas, professor, materiais didáticos, etc) e participar de modo construtivo das
discussões sobre ideias, processos e resultados matemáticos. A comunicação como
orientação metodológica está associada a prática do professor de favorecer um
discurso matemático significativo, de colocar questões pertinentes, de usar e
relacionar representações matemáticas, dentre outros aspectos. Que essa apresentação
suscite reflexões sobre diversos aspecto relacionado com a temática da comunicação
matemática e os desafios que se impõem ao professor.
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Palestra 2: Miriam Da Silva Pereira - UFPB
Título: Uma Introdução à Teoria de Singularidades de Matrizes
A teoria de singularidades pode ser pensada como uma ́área de pesquisa que estuda da geometria
e a topologia de variedades definidas por equações polinômiais ou analíticas que não são suaves. O
desenvolvimento da teoria envolve técnicas de diferentes ́áreas da matemática e os resultados obtidos
possuem diversas aplicações práticas. Uma das variedades de interesse atualmente são as chamadas
variedades determinantais, isto ́é, variedades definidas por equações provenientes de menores de matrizes.
O objetivo da palestra ́e introduzir elementos básicos da Teoria de Singularidades de Matrizes.
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Palestra 3: Armando Gil Magalhães Neves - UFMG.
Título: Grupos, grafos e epidemias
A imensa maioria dos modelos em Biologia Matemática pressupõe que os indivíduos de uma população interagem todos com todos
igualmente. Tal hipótese é obviamente uma simplificação que não se aplica às populações reais, onde os indivíduos interagem
de forma diferente uns com os outros e restritos a suas comunidades.
As interações entre indivíduos em uma população podem ser modeladas por um grafo e os modelos da Biologia Matemática podem
ser estendidos para o contexto de grafos. Um problema é que, em geral, um problema de solução bem conhecida quando todos interagem
com todos pode tornar-se extremamente complexo quando formulado em termos de grafos. Tipicamente, a complexidade computacional para
obter soluções cresce exponencialmente com o tamanho da população, tornando-se inviável para populações realísticas.
Vamos mostrar que quando os grafos possuem muita simetria um modelo pode ser simplificado de modo a diminuir muito a complexidade
computacional. Vamos ilustrar este fenômeno com resultados do modelo epidemiológico SIS estocástico em grafos simétricos. A diminuição
na complexidade pode ser quantificada usando o Lema de Burnside da teoria de grupos.
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Palestra 4: Celi Espasandin Lopes - UNICSUL
Título: Insubordinação Criativa e Práticas Docentes
O objetivo desta conversa é discutir como o conceito de insubordinação criativa pode colaborar para se repensar as práticas profissionais de educadores.
O cerne das ideias para a criação do conceito de insubordinação criativa se pautam nos estudos do sociólogo Merton, na década de 60. Na área de Educação,
na década de 80, pesquisadores de Chicago o utilizaram para investigar as quebras de regras de diretores de escola em relação às instâncias superiores com o
objetivo de diluir os efeitos desumanizantes de ordens autoritárias e impessoais. No Brasil este conceito começa a ser utilizado em 2014 por Beatriz D'Ambrosio e
Celi Lopes em suas pesquisas em Educação Matemática para discutir as possibilidades das ações criativamente insubordinadas de gestores e professores e pesquisadores,
que visem à ética e o comprometimento com a qualidade de vida humana em seus fazeres profissionais.
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PALESTRA 5: Pedro Freitas - ULisboa
Título: Uma história do número de ouro
O número de ouro é uma constante matemática que se associa habitualmente à beleza, ou à natureza. Mas como é que isso veio a acontecer?
Nesta palestra, apresentaremos os vários significados que, ao longo da história, foram sendo associados a este número, desde o renascimento
até ao século 20.
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Palestra 6: Lucy Tiemi Takahashi -UFJF
Título: Modelagem matemática e epidemiologia
A Matemática tem contribuído ao longo da história de forma definitiva e decisiva para o desenvolvimento de diversas áreas do
conhecimento, inclusive o da ciência da vida. Hoje em dia vemos cada vez mais o uso de modelos matemáticos na análise de uma
situação presente e, ou, do passado recente, para intervir de forma consciente nos fatores envolvidos, sem o gasto excessivo de
recursos financeiros e naturais, e neste contexto temos a Biomatemática. Nesta palestra faremos uma abordagem sobre como se dá
o processo de modelagem, uma apresentação de alguns modelos clássicos em dinâmica populacional e uma aplicação em epidemiologia
utilizando estes conceitos de uma forma acessível a estudantes de graduação.
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Roda de Conversa 1: Olimpíadas de Matemática: muito além de uma prova
Participantes: Mário Jorge Dias Carneiro - UFMG, Joyce Aparecida Casimiro, Mariana Camiliano Da Silva e Deivison de Albuquerque da Cunha
As olimpíadas de matemática se popularizaram muito nos últimos anos. Mas, ela ainda é vista por muitos apenas como uma competição.
Nessa mesa redonda veremos que ela é muito mais do que isso. Discutiremos sobre como ela pode despertar o interesse dos alunos pela
matemática, auxiliar no ensino da matemática através da resolução de problemas criativos.
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Roda de Conversa 2: Narrativas de pessoas pesquisadoras brasileiras - os desafios e conquistas
de quem segue lutando pela valorização das ciências dentro e fora do país
Participantes: Raquel Aoki, Emanuelle Arantes Paixão, Sergio Corrêa, Tiago Mendonça da Costa e Rita de Cássia Marinho
O desafio de dedicar-se à pesquisa no Brasil e no mundo são pautas constantes em meios acadêmicos.
Assim, ouvir quem dedica seus dias ao mestrado e doutorado, dentro e fora do Brasil, nos faz refletir
sobre a realidade da prática, as lutas e conquistas de pessoas pesquisadoras brasileiras.
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REALIZAÇÃO
APOIO
Contato
Departamento de Matemática e Matemática Aplicada e Departamento de Educação em Ciências Físicas e Matemática - UFLA
Lavras-MG
semanadamatematicaufla@gmail.com
Secretária DFM/DMM: 3829-1961